quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eu não quero brigar,
nem quero explicar, me esforçar,
eu quero poder estar aqui,
sem penar por nada,
calada,
ver o mundo,
Com tempo de achar um sentido.
Eu tenho núvens nos olhos e um sono insistente,
Mas eu tenho folego
E sei que vou passar por essa torrente.

Às vezes é tudo brincadeira
um labirinto de doces surpresas
Às vezes eu sou a preza
em fuga
ou em luta contra o mundo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

o verdadeiro desabafo dessa madrugada

Eu ia dormir mas aí me veio na cabeça o desabafo que eu queria fazer de verdade quando comecei a última postagem. É sobre julgamento.
Eu já fui julgada demais. Mal julgada quero dizer. É bem essa a questão. É que eu achava que dava pra não julgar. Mas esse é o meio da história, ou daí pro fim. Xo voltar pra o começo. Os julgamentos errados que eu sempre senti sobre mim, sempre pesaram muito. Eu escrevi e apaguei que interferiram pouco nas minhas atitudes. Mas depois eu ia escrever uma coisa que ia demonstrar justamente o inverso. Então a verdade é que esse tanto de julgamento na minha vida me levou a um erro muitas vezes repetido e repetido e que eu percebi a pouco tempo e resolvi desabafar hoje. Mas foi escrevendo o desabafo que eu percebi o quanto importante foi esse erro e a importância que eu dei aos julgamentos dos outros é que o criou. Bom, mas como eu ia dizendo, eu sempre fui muito mal julgada, principalmente por mim. Eu sou terrível. Não tem eu que consiga me aguentar. Eu sou insuportável. Eu sou gente boa, me esforço sempre pra ser cada vez melhor, aprender com os erros e coisa e tal. Pra quê ser tão implacável comigo mesma? Enfim, já basta a insuportável eu. O resto do mundo devia pegar mais leve e não pega. Aí um dia, eu disse pra mim mesma que não julgaria nunca ninguém. Que eu evitaria ao máximo, pelo menos. Me julguei capaz de evitar julgar. Quem sou eu? Uma pobre mortal que vive. Mais uma vez exigindo demais de mim mesma, deixei passar e interferir na minha vida um bando de gente desvairada, que precisa julgar melhor as próprias atitudes e seu espaço no universo. E, sem aceitar que me julgassem e sendo julgada, e sem querer julgar - e por isso não demonstrando meus julgamentos - mas julgando tomei atitudes erradas com pessoas certas. E agora vai ser estranho tentar me justificar pra elas. Mas mesmo assim eu vou tentar.

Como ninguém lê esse blog. Eu vou começar a usar ele como diário. Se fosse freqüentado eu não teria coragem. Em compensação se eu estou escrevendo num blog é porque eu quero que alguém leia. Mesmo assim minha idéia agora é escrever um ou outro desabafo íntimo, só porque tem que haver esse lugar de desabafar e provavelmente ninguém vai comentar, mas se comentar pode acabar cumprindo uma função meio de psicólogo que eu ando precisando. É que eu não sei bem se o que as pessoas fazem num psicólogo pagando não devia ser feito diante de algum amigo íntimo e sóbrio (pode estar em altas e ainda assim ser sóbrio o bastante pra função) a quem não seria preciso pagar e com quem valeria mais a pena estar e construir alguma cumplicidade. Pra mim é estranho ser tão difícil achar essa figura na vida. Ou em alguns momentos da vida. Parece que no mundo a gente é obrigado a se esconder pq ninguém tem que ter a obrigação de nos ver. Se eu estou escrevendo isso é porque eu já passei de uma fase em que eu andei me escondendo e hoje estou dizendo oi, sou eu, que estava dentro de mim pra que ninguém precisasse ver. Mas agora se vocês não quiserem ver abstraiam, mas eu continuarei aqui.
Que introdução mais analítica pra desabafo né? Chega me perdi, então vai só a introdução mesmo por enquanto. É estranho que lendo-a agora senti um ar de coitadinha tão desnecessário pra esse momento bom dá minha vida. Mas desabafo é desabafo.